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   Ronco ataca mais homem, diz americano: 

  • Segundo especialista, as mulheres estão mais sujeitas a ter insônia 

  • Os obesos são mais sujeitos a apnéia 

Rio – Ninguém está livre de distúrbios do sono, com insônia, ronco e apnéia. A afirmação do médico David Rapoport, diretor do Centro de Doenças do Sono da Escola de Medicina da Universidade de Nova York. “Existem pessoas que dormem muito bem, mas apresenta alguma anomalia em determinado período da vida “, disse.

 
 

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    Segundo o especialista, que ministrou palestra ontem no Rio, apnéia, ronco e sonolência durante o dia são os principais distúrbios que atacam os homens. A apnéia e o ronco, cujas causas são fisiológicas, são mais comuns em homens obesos. A insônia é mais comum entre as mulheres.

                            “Eles têm dificuldade maior para respirar”, explicou. “Em relação à insônia, podemos associá-los ao uso de álcool, drogas ou cigarro, além de ser comum em pessoas estressadas ou em problemas psiquiátricos.” O desequilíbrio hormonal verificado na menopausa piora a insônia. Rapoport disse ainda que 10% das pessoas que procuram psicólogos para tratar de distúrbios, sofrem de insônia e é praticamente nulo o percentual de pessoas que nunca tiveram problema. Pelo menos 30% da população mundial já apresenta problemas de sono. Metade dos norte – americanos sofre de algum distúrbio.

                            Cerca de 10% dos norte – americanos tomaram remédios para dormir. “Temos que Ter muito cuidado com essas drogas. Elas viciam e, quando o paciente para de tomar, a insônia piora muito”, explicou. A sonolência excessiva pode estar ligada a hipertensão e a apnéia faz parte do histórico de homens que têm morte prematura, conforme comprovaram estudos feitos na Universidade de Nova York, informou Rapoport.  

Roberta Pennafort  

     Doença pulmonar crônica mata mais em SP     (C2 - ESTADO DE S.PAULO 4, FEVEREIRO DE 2001)

 
  

Óbitos causados por asma e enfisema aumentaram 55% entre 1991 e 2000

                               

                                As mortes causadas por doenças pulmonares crônicas têm aumentado em São Paulo. Dados do                         Programa de Aprimoramento de Informações sobre Mortalidade (Pro-Aim), da Prefeitura de São                        Paulo, revelam que as mortes causadas por asma e enfisema na capital tiveram um aumento de 55%                       entre 1991 e 2000. Os altos índices de poluição e falta de acompanhamento médico e farmacológico         adequados estariam por trás do fenômeno.

                               Mesmo com os avanços na produção de medicamentos e novas técnicas de terapia, a asma tem                        se revelado cada vez mais mortal. De acordo com o coordenador do International Study of Ashtma                  and Allergies in Childhood (Isaac) no Brasil, Dirceu Solé, entre 1970 e 1996 dobrou o risco de mortes                   provocadas pela doença no País, passando de 0,3 para 0,6 por 100 mil mortes.

                               A asma tem incidência elevada entre os brasileiros. Segundo Solé, uma em cada quatro pessoas                 tem o problema. A cidade com os piores índices é Recife, em Pernambuco, com prevalência de 27%.                      Depois vem Porto Alegre, com 25%. Já São Paulo estaria com 22%.

                             Para o pesquisador, os números podem ser ainda maiores, pois muitos doentes não têm acesso                  ao atendimento hospitalar. Esse também seria um dos principais motivos para o agravamento da                         doença e sua crescente mortalidade. “O grande problema da asma é a dificuldade em diagnosticá-la         e a falta de cesso de boa parte da população aos serviços médicos.”

                                Moradia – Segundo o médico sanitarista Marcos Drumond Junior, da equipe técnica do  Pro-Aim,                 deve ser levados em conta fatores como o envelhecimento da população para entender o aumento da                          mortalidade da doença.

    No entanto, ele acredita que más condições de moradia, com ambientes domiciliares insalubres, ajudam a  explicar o fenômeno. “A predisposição à doença aumenta com o estímulos de ambientes poluídos.” Além disso, Drumond Júnior destaca a poluição atmosférica. “A poluição do ar em São Paulo a torna extremamente agressiva a criança e idosos”, acredita. Para o sanitarista, parte do problema seria atenuada caso houvesse melhor atendimento à população. “Existem medicamentos que possibilitam aos doentes de problemas respiratórios crônicos conviverem com a doença, o que falta é dar condições de essas pessoas poderem se tratar. Com isso, o número de seria menor.”

     


TORMENTO NOTURNO

 

Criativa / Novembro 2000

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“Ronco e apnéia do sono são causas de divórcio e acidentes, mas há opções de tratamento”. Por Sebastião L. C.Aguiar Mais que cômico ou pouco romântico, o ronco é um problema de saúde pessoal e pública. É a queixa número um dos que procuram as clínicas especializadas em distúrbios do sono e, apesar de não aparecer em estatísticas oficiais, é causa importante de divórcio nos Estados Unidos." 


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