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Óbitos
causados por asma e enfisema aumentaram 55%
entre 1991 e 2000
As mortes causadas por doenças
pulmonares crônicas têm aumentado em São
Paulo. Dados do Programa de Aprimoramento de Informações
sobre Mortalidade (Pro-Aim), da Prefeitura de
São
Paulo, revelam que as mortes causadas por asma
e enfisema na capital tiveram um aumento de
55%
entre 1991 e 2000. Os altos índices de poluição
e falta de acompanhamento médico e farmacológico
adequados estariam por trás do fenômeno.
Mesmo com os avanços na produção de
medicamentos e novas técnicas de terapia, a
asma tem
se revelado cada vez mais mortal. De acordo
com o coordenador do International Study of
Ashtma
and Allergies in Childhood (Isaac) no Brasil,
Dirceu Solé, entre 1970 e 1996 dobrou o risco
de mortes
provocadas pela doença no País, passando de
0,3 para 0,6 por 100 mil mortes.
A asma tem incidência elevada entre os
brasileiros. Segundo Solé, uma em cada quatro
pessoas
tem o problema. A cidade com os piores índices
é Recife, em Pernambuco, com prevalência de
27%.
Depois vem Porto Alegre, com 25%. Já São
Paulo estaria com 22%.
Para o pesquisador, os números podem
ser ainda maiores, pois muitos doentes não têm
acesso ao atendimento hospitalar. Esse também seria
um dos principais motivos para o agravamento
da doença e sua crescente mortalidade. “O
grande problema da asma é a dificuldade em
diagnosticá-la
e a falta de cesso de boa parte da população
aos serviços médicos.”
Moradia
– Segundo o médico sanitarista Marcos
Drumond Junior, da equipe técnica do
Pro-Aim,
deve ser levados em conta fatores como o
envelhecimento da população para entender o
aumento da
mortalidade da doença.
No
entanto, ele acredita que más condições de
moradia, com ambientes domiciliares
insalubres, ajudam a explicar o fenômeno.
“A predisposição à doença aumenta com o
estímulos de ambientes poluídos.” Além
disso, Drumond Júnior destaca a poluição
atmosférica. “A poluição do ar em São
Paulo a torna extremamente agressiva a criança
e idosos”, acredita. Para o sanitarista,
parte do problema seria atenuada caso houvesse
melhor atendimento à população. “Existem
medicamentos que possibilitam aos doentes de
problemas respiratórios crônicos conviverem
com a doença, o que falta é dar condições
de essas pessoas poderem se tratar. Com isso,
o número de seria menor.”
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